Antonio Jamesson Nascimento, Engenheiro Civil e Afins
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Antonio Jamesson Nascimento

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Christina Morais, Advogado
Christina Morais
Comentário · há 8 meses
Qualificação pós graduação também é uma coisa bem relativa. Bemmmm, bemmmm relativa mesmo. Eu, por exemplo, tenho uma pós latu sensu financiada por meu pai, como uma espécie de "continuidade" da minha educação. Uma vez no mercado, por minha conta e risco, jamais ganhei o suficiente para bancar minha strictu. Isso não me incomodava, até há bem pouco tempo, pois sempre fui prática, como os engenheiros, cuja classe é unânime em reconhecer que as stricuts sensu só fazem sentido pra quem for seguir carreira acadêmica (pra quem não entendeu, leia-se, a grosso modo: quem for dar aula em faculdade ou dedicar carreira a pesquisa científica). Como nunca me importei com carreira acadêmica, não esquentei a cabeça. Até que, nos últimos anos, graças a uma série de alterações nas políticas de educação, comecei a ver, em todas as classes e seguimentos, pessoas "semi" analfabetas, tituladas de mestres e doutores. "Semi" é uma cortesia minha. Acho realmente revoltante. De um lado, exigem que o advogado praticamente trabalhe de graça, e de outro, que para ser considerado "bom" possa pagar por um curso cuja mensalidade custa quase a totalidade de sua renda de subsistência? Ora façam-me o favor.

Então, desabafo dado, deixo um recado à população em geral: não se enganem e nem se deixem impressionar pela "titulação" de um advogado. Leia o que ele andou escrevendo, e pesquisem sobre a média de sucesso que alcança nas causas que patrocina. Se informem sobre tudo isso e, acima de tudo, confiem na indicação de ex clientes. É isso que faz o advogado. Nós temos que ser cultos, estarmos atualizados, sabermos atuar. Isso, nós alcançamos com a base de ensino que tivemos, e com os estudos constantes ao longo da vida. A partir da titulação, desde o bacharelado (formatura), bem como as pós graduações que tivemos oportunidade de fazer, até o dia em que morremos, somos todos, essencialmente, auto ditadas, pois a legislação muda como as estações do ano. Não adianta ser "doutor" cujo título já conta com 20 anos, se HOJE, não estamos preparados para a causa que nos é apresentada HOJE. Saibam que não existe nenhum curso, nenhum mesmo, que ateste o preparo do advogado para a atuação na defesa dos seus interesses. Isso, quem determina, é o mercado. Ou seja: são os clientes.

Mas, além de tudo isso, o mais essencial é a confiança. É sentir firmeza no contato com o advogado. Sentir que o que ele disse em uma consulta preliminar está de acordo com tudo o que você pesquisou antes sobre seu caso. Sentir que o que ele diz, faz sentido. Sentir que ele irá de fato, agarrar sua causa com unhas e dentes e irá estudar e varar noites em claro pesquisando, para garantir ao máximo suas chances de vitória. Confie em seu "feeling".

E, para terminar, leiam o que escreveu Elenilton. O problema que ele apresenta existe e mais: não apenas na graduação, mas nas pós graduações também. Que fique isso muito registrado.
Ivan Kallas - 0 Véio, Bacharel em Direito
Ivan Kallas - 0 Véio
Comentário · há 10 meses
Artigo ponderado. Coloca as variáveis de forma objetiva. Comentários interessantes. Tenho debatido tal questão em redes sociais. Que objetivam mais o fim político, como um colega abaixo que usa o debate apenas para propaganda de seu candidato. Que também já foi meu. Adequadamente rebatido. Do que a supremacia da aplicação constitucional da Lei. Percebo alguns pontos chave das postagens: A violação ou não da presunção de inocência. O caráter constitucionalista ou consuetudinário do Estado de Direito. A habilidade dos defensores de ladrões ricos em manipular o processo até prescrever a pena. Entendo e estou aderindo a algumas posições, inclusive agregando comentário próprio. A começar pela prescrição. Como está, a lei penal e sua ponderação constitucional, vem servindo à quebra da isonomia. Como bem se comenta acima. Pessoas ricas conseguem safar-se. Pobres tem sua prisão decretada pelo policial, delegado e muitas vezes nem passam pelo Juiz. Quanto mais segunda instância, Tribunal Superior ou Constitucional. Sobre a presunção de inocência. Este o ponto que deve ter maior ênfase na avaliação da questão. Todo o princípio da moral e do direito serve à preservação desta causa pétrea. Mas quando a inocência deixa de ser presunção e passa a ser convicção? De culpa ou não? Durante muito tempo vigorou a higidez legal. Até que a falência do Estado de Direito, começa a impor a realidade de ser LEGAL ou ser JUSTO. Aí repousa a diferença da DEMOCRACIA para o AUTORITARISMO. Ora, se a corte suprema é a guardiã da Constituição, somente a ela cabe definir a questão. É o que ocorre. E o que temos? Um placar de 6x5. Com relevantes VOTOS de parte a parte. De igualmente brilhantes contendores. Um competente decano se aposentando. Outro brilhante recém empossado. Creio que está exatamente aí a natureza da presunção da inocência. Uma cláusula pétrea para defender os inocentes? Da arbitrariedade dos poderosos? Ou Uma cláusula pétrea para defender o fim da impunidade? Em benefício de ladrões poderosos. Mas vamos ao terceiro ponto. Está aí o fulcro da questão. Legalista ou Consuetudinário? Latino-germânico ou anglo saxônico. Estas são as vertentes mundiais. Data vênia, apelo para minha linha de artigos, demonstrando a evolução dos tres momentos weberianos: A supremacia do Estado de Direito. O desaguamento no Estado Burocrático de Direito. A ascensão ao Estado Evolutivo de Direito. Todas estas acepções na obra de Max Weber. Uma unanimidade mundial. Do direito à teoria de estado e sociedade. Ora, permitam-me os senhores. Weber precisaria estar vivo para nos ajudar a perceber a novo revolução. O ESTADO VIRTUAL DO DIREITO ou ESTADO DO DIREITO VIRTUAL. Aqui, neste forum quase especializado do JusBrasil, se debatem as leis, a Justiça, a informatização da Justiça. A segurança digital. A automação das leis e do judiciário. Enfim, a era do robot. Computadores que advogam e julgam melhores do que advogados e juízes. Quase insuperáveis. Pois bem. Não há sistema rígido de Direito substantivo e processual que acompanhe a velocidade da vida e portanto a evolução da demanda das sociedades. Apeguem-se os srs. juristas à rigidez e logo cabeças vão rolar. Ou serão massacradas a pedradas ou furos de baioneta. O país precisa ser ágil em atender as demandas sociais reprimidas. Senão os coturnos e fuzis, legais ou contrabandeados vão falar mais alto. O Véio Eu vou botar minha barba de molho. Obrigado pela paciência e SEJA FELIZ

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